Escritas

A TEIA

Maria Antonieta Matos

Escondes-meem caminhos curvilíneos, com pedras e bicos,

turbulentos,movediços, escorregadios com buracos e picos,

comtorrões, confusões, labirintos…

E vensconvencer-me a passar por aí

E eu,cega… enfeitiçada na tua lábia … por aí…caí

Queresdecidir o meu destino, falas-me de mansinho,

Estreladode promessas… e eu no triste fado, tropeço sem ti

Ah!Quantas falsas histórias, inventadas, forjadas

Comfalas entoadas me veem cativar?

Quetarde do mau sonho eu consigo acordar

Mas aí,estou arruinada, acabada,

alucinada,caída na podridão… e de ti só recebo humilhação

Compras-mecom ofertas, para saciares teus desejos,

cúmplicesde pejos, para me deslumbrar, e eu que não vejo….!

Sóconsigo ver… o que posso ganhar… o meu bem-estar!

Delicias-mecom muitos sorrisos, afagos atrevidos, ousadias,

Depoisquando me dou … tu me atrofias

Venscheio de maldade, falsidade, habilidade, que desculpo!

Porânsia deste VÍCIO que me tortura a mente….!

Soualma penada, caída prostrada sem vida sem nada

Soutroça da gente, que se diz decente, sou perigo eminente

Vivo àmargem da incompreensão, sou fraca de expressão

Nãooiço ninguém e maltrato quem me quer bem

Teiasda vida, enleios que me vejo metida, sem guarida, ferida

Na másorte prometida, mal escolhida, sem que me deixe uma alternativa


MariaAntonieta Matos, 31-03-2014

In NPE " Eternamente Poeta"


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