A TEIA
Escondes-meem caminhos curvilíneos, com pedras e bicos,
turbulentos,movediços, escorregadios com buracos e picos,
comtorrões, confusões, labirintos…
E vensconvencer-me a passar por aí
E eu,cega… enfeitiçada na tua lábia … por aí…caí
Queresdecidir o meu destino, falas-me de mansinho,
Estreladode promessas… e eu no triste fado, tropeço sem ti
Ah!Quantas falsas histórias, inventadas, forjadas
Comfalas entoadas me veem cativar?
Quetarde do mau sonho eu consigo acordar
Mas aí,estou arruinada, acabada,
alucinada,caída na podridão… e de ti só recebo humilhação
Compras-mecom ofertas, para saciares teus desejos,
cúmplicesde pejos, para me deslumbrar, e eu que não vejo….!
Sóconsigo ver… o que posso ganhar… o meu bem-estar!
Delicias-mecom muitos sorrisos, afagos atrevidos, ousadias,
Depoisquando me dou … tu me atrofias
Venscheio de maldade, falsidade, habilidade, que desculpo!
Porânsia deste VÍCIO que me tortura a mente….!
Soualma penada, caída prostrada sem vida sem nada
Soutroça da gente, que se diz decente, sou perigo eminente
Vivo àmargem da incompreensão, sou fraca de expressão
Nãooiço ninguém e maltrato quem me quer bem
Teiasda vida, enleios que me vejo metida, sem guarida, ferida
Na másorte prometida, mal escolhida, sem que me deixe uma alternativa
MariaAntonieta Matos, 31-03-2014
In NPE " Eternamente Poeta"
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