Escritas

Batida

J. Carter.

E no silencio que levava a noite, sinuosa,  aconchegante  

e nos passos frios, daquele pequeno apartamento, que se ouvia sirenes, choros e sus s urros .  

Nada mais importa, quando a porta se trava e escuta então  aquela batida.  

Quem vai dizer de certo, a culpa que teve, a culpa que fica.  

Saberei amanha, ou algum dia desses, a verdade que se esconde,  

entre len çó is , sorrisos e amantes.  

Trarei pra perto de novo, me encolhendo nos seus braços,   

sua respiração em meu pescoço, estaremos  em fim, conectados.  

Corpo, mente...  mente, eu minto  

E novamente a porta se trava, e se escuta a batida  

Saberei somente amanhã, a saudade que fica.