Escritas

Discurso humano

J. Carter.

Quando a loucura ardente se esvair pelo chão  

Quando seus passos, forem tão largos, quase impossíveis de alcançar  

Quando seu sorriso, deixar de ser forçado  

Ainda sim, será difícil dizer o que realmente importa.  

 

Uma vida se vai pela outra.  

Uma ferida sempre deixa a cicatriz,.  

Uma alma, nunca é totalmente perdoada, ao ponto de esquecer seu erro.  

Você é culpado, julgado, monopolizado, e ainda assim, amado.  

Que mundo vivemos? Quem somos nós, ao ponto de não sabermos onde ir.  

Onde devo chegar? Qual próximo passo devo  dar? Poderei  contar contigo?  

São perguntas, medos, anseios, desejos, que me tornam tão humano e tão natural.  

 

Em uma loucura ordenada  

Uma arma é lançada, uma criança carregada, um ano de seca.  

Sua voz, que não te pertence mais,  

Mas ainda assim, você canta, e encontra forças para lutar.  

Guerra, discurso, prazer, pecado, insulto  

Onde vamos parar? Onde devemos chegar?  

Que mundo é esse dos absurdos, que humano devo me tornar?  

 
 

J. Carter