Sonho
E na noite que se fez, pude abraçar a sua voz
E adormeci sob o manto do seu encanto, dentro deste imaginário enlace.
E pude ouvir o rumor dos ventos que carregavam pétalas de flores,
E o murmurar do vai e vem das ondas alisando as areias.
Viajei sob a terra e sobre as nuvens, cavalgando este som divino.
Sorvi das fontes o néctar da existência e o tinto vinho dos desejos.
Fui ar e fui chuva, raiz e fruto, tempo e distância.
Fui meu próprio deus e único dono da minha ilusória verdade.
O que importa se os sonhos não se materializem? Basta que existam!
Se posso possuir tudo de você dentro do silêncio de cada noite,
entregue às planícies floridas da imaginação, enquanto remo sobre pedras e cascalhos.
Não desejo o amanhã, se ele vier me fazer despertar.
A realidade dolorida irá fustigar-me nas horas despertas, e não saberei de você, não ouvirei sua voz,
Não serei a brisa a brincar com seus cabelos e não conhecerá da minha paixão.
Comentários (1)
Meu caro amigo... JRUnder. e poeta... sempre nos brindando com seus versos de amor e sonhos. parabéns... boa tarde....