Verbos e senzalas

AurelioAquino
AurelioAquino
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o poema
nunca é exato
tudo que lhe mede
é a palavra
as que se grafam
as que vigem na alma
ao poeta
cabe a senzala
de quem liberta de si
o jugo da fala
rompantes humanos
de quem não cala

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