O mar se transformou.
Em enormes avenidas
pois o aterro foi grande e
ficava olhando ... as grande dragas
com seu canos enormes areias
puxando.
Lembrei-me de um passado
bem...bem... distante que
ali a noite banho tomava
em nudez alegre e saltitante.
Pisei fundo no barro ainda
mole ... e nele deixei minhas
marcas dos pés e de minhas mãos.
Enfiei o rosto e me deitei de braços e pernas
abertas também .
Certa noite estava pelo local andando :
para ir ao médico > e no repente
resolvi tirar a roupa e ficar nu -
e de corpo reluzente.
Pela lua ... que me dizia > vai...
vai... mergulhe neste mar a sua frente-
e foi o que fiz... pois as águas estavam
tão belas e transparentes.
E a uns dois metros de profundidade
>>>lá estava meu rosto - meus pés -
minhas mão - e de pernas e braços
abertos >>que parecia um anjo>>
Voltei para avenida cheia de carros
passantes... gritavam ei... ei... peladão.
!!Não dei a mínima atenção!!
Pois estava eternizado o barro
de minha grande solidão.
Ademir o poeta.
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