TEMPESTADE
Embriagado no silêncio da tua presença
Enleado na duvida das tuas lágrimas …
Sobre olhar cansado da duvida semeada…
Dispersa-se a nevoa da nossa lapide …
Os teus olhos evasivos profetizam a partida…
E o teu abraço, o frio e difícil inverno ..
A tua luz esmorece-se-me ao negro da solidão,
Como a luz de um farol que se apaga ao naufrago…
Assim me encontro sem ti, meu saudoso cais de abrigo...
Só…sem rumo…no meio de uma escura tempestade…
Que se abate em mim furiosa, corrosiva e lancinante…
Partirás, minha flor…folha a folha levada pelo temporal…
Deixarás em mim as tuas raízes profundas e teu cale espinhoso,
De onde brotará a saudade que colocarei junto da nossa lápide…