A Lenda do Limoeiro.
-De uma estrada-
avermelhada - seca pelo
escaldante verão.
-uma poeira danada
-traziam
os grãos
- da terra -para a
boca que rangia.
-Do viajante cansado-
-descalços pés -
tão quentes como
água fervente-
saliva misturada
ao pó do sertão.
-Faziam as cusparadas
molharem o chão -
- e derrepente-
-como um repente -
na minha visão-
Observo com estes olhos
secos - o arvoredo pé de limão.
- No repente - a visão
de um rio caudaloso -
uma força de água -
-um aguaceiro danado -
no meio deste mundão.
-e no repente dos meus
olhos- cortado amasiado-
espremido - na caneca de
barro - saindo do rio cheio de caldo-
para o doce alivio de meu coração.-
Ói moço -
Ói bem pra estes sol, que a terra
vae comer...
- O limão veio da árvore
-A água veio da terra
-E o doce do açúcar
-Vem daqui do meu sertão.
ETA...ETA...
LIMOEIRO MEU ETERNO
IRMÃO.
Ademir o poeta.
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