Maldição II

Se pudese abrir
meu peito - tirar
dele meu coração/
colocalo em uma
bandeja de cobre
pulsando sangue-virando
água-matando esta sêde
de dor e solidão.

Nada eu entendo das 
águas quentes do plasma
vida longa/ mas
sei a sede da loucura
combatendo uma paixão.

Por fim esta bandeja de cóbre sêca
e virando - a  de lado - jogo-a na areia
seca - deserta de minha maldição.

Ademir o poeta.

 

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