Flor Assassina
Procurei no passado distante
a fina flor que beijei
e fui largando no caminho
as pétalas quebradas
no destino da vida.
Procurei nos regatos límpidos
a imagem perdida e minhas
mãos deixaram cair
o espelho, quebrando-se
o meu passado e lá se
foi meu reflexo.
Procurei nos passos a
marca dos momentos
e somente vi poeira
a segar-me
Procurei no céu uma
estrela, que brilha
o meu destino. mas
ela desapareceu.
Procurei a maldade assassina
veio tudo, pois a fina flor
que beijei e no caminho deixei
cair, matou-me - enterrou-me.
foi esta minha sina.
Ademir o poeta.
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