Cavalo alado
Oh! Grande senhor das horas do tempo imaculável,
por todas as voltas que essa esfera dá,
em torno de si e em torno do sol, te rogo:
me apresente algo que paire para além dos círculos de um girassol
que não seja pressão de cachoeira em queda livre
arvorecer em horizontes de esticar a vista
planaltos e planícies douradas
ou brisa de campo rosado.
Tenho anéis de cerrado
cercando-me.
Ah! Que blasfêmia voz digo,
portentosa alegria só se encontra no entrevo
do desfiladeiro de força centrípeta
nem lá, nem cá
mas na travessia
pontilhão de arruaça
de tênue linha.
Enquanto isso, a terra gira à pina...
Vem logo,
vem me buscar
cavalo alado dos dias!
Por aqui o vento venta apressado
uivando e chamando toda a matilha.
Nada se esvai ou dilui
à total revelia.
Toma de pulso certeiro
sua vida, seu tino
que o mais ao passo de trotes
é o mesmo destino console acolhido.
Pra ganhar imensidão de céu azul!
É preciso arriscar,
alcançar a fronteira
daquele rincão encantado
de soalho molhado fecundo
ante a ribanceira.
por todas as voltas que essa esfera dá,
em torno de si e em torno do sol, te rogo:
me apresente algo que paire para além dos círculos de um girassol
que não seja pressão de cachoeira em queda livre
arvorecer em horizontes de esticar a vista
planaltos e planícies douradas
ou brisa de campo rosado.
Tenho anéis de cerrado
cercando-me.
Ah! Que blasfêmia voz digo,
portentosa alegria só se encontra no entrevo
do desfiladeiro de força centrípeta
nem lá, nem cá
mas na travessia
pontilhão de arruaça
de tênue linha.
Enquanto isso, a terra gira à pina...
Vem logo,
vem me buscar
cavalo alado dos dias!
Por aqui o vento venta apressado
uivando e chamando toda a matilha.
Nada se esvai ou dilui
à total revelia.
Toma de pulso certeiro
sua vida, seu tino
que o mais ao passo de trotes
é o mesmo destino console acolhido.
Pra ganhar imensidão de céu azul!
É preciso arriscar,
alcançar a fronteira
daquele rincão encantado
de soalho molhado fecundo
ante a ribanceira.
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