Escritas

SUSPIROS DA ALMA

Frederico de Castro

Suspira a alma confinada à pleura
dos meus suspiros caóticos e fanáticos
Protege e nutre os silêncios semânticos
fluindo num hemorrágico lamento tão quântico

Esterilizados pelo jungir das preces irrefutáveis vadia
uma luminescência cerzida nesta hora mesclada
com beijos esculpidos no palato de um poente afável
Até que se desnude a escuridão tão roliça e irrevogável

Num derradeiro suspiro a alma jaz num poeirento eco
que capitulando fenece clonado numa lágrima apaziguada
Desenho as fendas sinápticas, onde orquestro e fecundo os
silêncios inimaginavelmente sedentos e tão bem homogeneizados

Frederico de Castro

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