Um rio que morre
As lágrimas afloravam e como as águas de um rio que morre, o pranto lacrimejava seus últimos sentimentos.
Cascatas de mágoas que outrora arrastavam em turbilhões as roliças pedras do desespero, hoje mal se deixavam ver.
Mas precisava sentir, para poder acreditar. E precisava acreditar.
Somente deitando-se sobre o leito da realidade tocaria o fundo da amargura
e a tênue luz da sobrevivência se deixaria ver, indicando que o sol ainda brilhava.
E como é difícil a ascensão.
Os segundos se transformam em horas, o ar se rarefaz nos pulmões e a vida parece se esvair aos poucos.
A dor de um adeus, do nunca mais, do fim, do “para sempre”.
A incerteza de que existirá um amanhã e o hoje não será eterno.
Gira mundo...gira...
Chora céu...
Comentários (2)
profundo
Meu caro poeta JRUnder... as lágrimas jamais deixarão de serem um alivio de nossa alma... elas não serão um rio que morre... este é meu penar... estou contente em te ver escrevendo tal texto tão especial... a incerteza... também é muito realista. boa tarde... este é meu entender.... boa tarde... felicidades.
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