Mata dos Cocais

Minha mente e mãos 
trazem sempre algo 
das quebradeiras de côco
da Mata dos Cocais,
Há tanto tempo faz 
que canto para os vivos,
e também para os mortos,
Porque não aceito jamais
o meu chão em destroços;
De tudo o que a Carnaúba
que vida nos traz carrego
tudo sem nada deixar,
Seja com o Bem e o Mal
para virtuosa lidar,
Nada devemos deixar 
passar ou deixar de aprender,
para trilhar o caminho 
certo para sempre crescer.

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