ÚNICA

Única

E a vi, cabelos entregues ao vento, mistificando seu rosto.

No esvoaçar de suas vestes, a sensualidade dos elixires e das cores.

E a chamei “princesa” e fiz reverências ao momento.

E a vi sob o sol, corpo dourado de verão, a desfilar sobre a areia.

E a chamei “deusa” e tornei-me seu servo fiel.

Quando a vi no jardim e o luar cobria de prata o seu sorriso,

Derramando sobre as flores da mesma luz com que a enaltecia,

Conheci finalmente da paixão, o mais profundo sentido.

E a amei.

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Comentários (1)

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Meu caro poeta JRUnder... transcedente...onipresente. onisciente... este texto tão belo de uma paixão. tua a amas-te. perfeito. parabéns. ademir