Pitangas-pretas

Trazer o discreto deliquescente
pôr nas tuas mãos a fermosa 
para desmanchar de prazer,
Revolver - filar o teu corpo;
em cativanza vir total a maer,
para que nada mais nos escape.

Renovar a merencória conquista
de pacificamente despertar 
os estados e nossas atmosferas,
Jazer o mundo até a próxima 
cena de espasmódicas quimeras
em indomáveis adstringências. 

Elevar a temperatura e o clímax 
para atravessar as auroras,
Deixar que a alva Lua alcance
como voyeur e do assento
ledo me aposse como mulher
plena em sinuoso movimento.

Colocá-lo para descansar meio
em meio ao eflúvio vivido,
despertar e sair como Eva 
insinuante e tátil pela mata,
sem temer que estejam olhando,
e colher pitangas-pretas 
para o café-da-manhã nubívago.

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