Poemas e Poesias.

Cessar de Viver ...
O ferro que segura meu
corpo / não me dói tanto
quanto  o teu desamor  e
teu desencanto.

Pois o ferro é retirado 
da terra / que um dia me
servirá como cobrimento
de meu pano branco e santo.

O teu desprezo é muito 
sofredor para minha alma ...
que navega em abismos de
um universo profundo.

O ferro que me doi no apertar
dos cantos de meu caixão / é
de puro sangue ... vindo de dias
em que me amaste e  tu me 
chogastes ao chão.

Ficou o mesmo grudado em
minha pele - que ficou toda
escura como um breu /  e tudo
no meu espirito se trancou.

Nunca choraste ao me colocarem
em panos brancos santos / na terra
que um dia tu sempre em cima passeou.

Cheias de flores vivas e exalavam  os
perfumes das matas ... / que cercavam 
teu corpo no meu corpo / agora morto
por tua negação /  à minha paixão.

Agora sinto meu corpo sendo levado
para o alto de um monte / onde habitam
todos os anjos  e segurando minhas 
brancas mãos.

Pois o ferro que segurou 
meu corpo/ não dói mais 
quanto o teu desemor. ( Adeus )

Ademir O Poeta.
 

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