Jerivás

A profundidade que escapa à razão
é o insondável em silenciação,
entrego pistas ao desconhecido 
que me corresponde em sinais sutis
que tocam a alma e falam ao coração.

Parece algo próximo de um drinque 
vertiginoso que causa perda 
de equilíbrio e entrega total em flerte 
inexplicável com o ​inexorável
indomável pelos meus sentidos. 

Tudo o que não preciso é o óbvio 
para trazer à tona a volição
para o estupor de sagrar o existente 
e a êxtase poética na tradição 
do profundo e amado continente.

​Em transbordamento é assim 
que tenho arquitetado letra por letra
para que você se sinta e viva 
o orgulho de ser o último romântico 
sem receio de ser o meu amado.

Baixo a tranquilidade dos jerivás,
sem tardar na Lua do Lobo,
tu haverá de baixar a guarda,
renderá de vez toda a sua resistência
e se entregará ao amor com excelência.

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