Quadris jerivás

Com vontade de me aferrar
ao antídoto pedestal mais 
viril que se pode inventar, 
as tuas falanges guiam 
ao eflúvio mais poético 
da existência do Universo. 

Sigo em transcendescência 
titânia para fazer repousar
- na minha paz cutânea,
a sua inquietude visceral
pós tremores voluptuosos
e intensos sulcos úmidos.

Posso vir até não conquistar 
os teus lascivos caminhos 
em nossas curvas intumescidas 
nas trocas de espaços mesmo 
com pulsar ainda que velado,
e engolir: o sentimento calado.

Mas se eu fizer novos poetas 
ansiosos por frêmitos secretos
e dobras ávidas de paixão 
por ventres trêmulos sem limites,
língua famintas e quadris jerivás 
bailantes em busca de encaixes,
cada verso meu terá valido a pena.

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