Poemas e Poesias.
Desde quando não ouço
teus desejos por mim...
mesmo deitada ao meu
lado - fingias que estavas
com muito sono - apagando
a luz do abajur : que ao teu
lado estava - para poderes
finalmente descansar.
Colocando teu travesseiro
de seda colorida ... em teu
rosto para não me escutar.
E meus reclames se tornavam
sussurros ... pois as janelas de
nosso quarto estavam todas
abertas > e neste momento
ouvia ainda os pássaros - da
noite a cantarem : com uma
imensa lua a nos iluminar.
Nunca de ti ouço à tempos -
quando dizias me amar...
O que está havendo entre nós !!!
sempre estás cansada quando
tu chegas ... bem tarde destas
noites em que tu andas - sempre
com teu corpo todo a latejar.
Me conte teu segredo ... tens um
amante !!! me responda agora
nesta noite de tanto calor...
Bem... já que não me respondes :
neste teu sono fingido - vou me
arrumar > e minhas coisas de uso
pessoal levar. Pois vou te abandonar.
Abrirei a porta deste imenso quarto - em
que tu agora estas a dormitar > e para
sempre vou te deixar .
Ascendas a luz deste abajur ... e verás
que não estou a brincar > pois tuas noites
de passeios com teu amante . Serás sempre
lembradas como testemunhas : todos os
clarões deste imenso luar . Que certamente
irão neste momento se apagarem.
Adeus minha cara esposa ... pois tu em
noturnas noites > e teu amante : verão
as estrelas destes vossos céus se apagar.
Bons sonos fingidos para ti... e teu novo
amor > corra ... vá depressa o encontrar.
Pois a noite está a terminar. E neste belo
momento ouço um violino a tocar.
Ademir O Poeta.
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