CAMINHEIRO
Paulo Sérgio Rosseto
Antigamente as noites eram
Fulgurações de vaga-lumes
Acesos no escuro-escuro
Nenhum rio morria de sede
Apenas se desaguasse
Ficava entre leito e memórias
Se a terra sentisse sede de chuva
O chão duro de tantas pisaduras
Ansiava pelo beijo da primeira gota
Mas tudo é transitório e muda
Eu também me desenraízo
Virei poeira de estrela que some
Soprado pelo ambíguo do mundo
Apenas minha alma continua grão de areia
Por isso caminho sem pressa
Rumo a um novo planeta ainda sem nome
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