Venham, Venham caros diabinhos de bolso
Venham, caros diabinhos de bolso
...eu penso ... podem levar a minha alma.
Ela já está amaciada e passada a ferro; temperada com excesso de análise e absurda-existencialidade.
A repulsa é minha musa.
Sinto a beleza nauseante das vísceras que espreitam por baixo da pele de cetim.
Sou um jardim botânico putrefato, onde orquídeas florescem na cor da gangrena.
E o relógio...há... esse velho guardião do tempo falso,faz dlim-dlim-ploct no silêncio.
E a madrugada é uma taça de vinho tinto que bebo até o último sedimento.
E eu?
Eu sou a loucura que flutua e dança no fundo dessa taça, consciente da minha ridícula grandiosidade.
Au revoir....
Até que a luz do sol, essa prosaica testemunha, venha me buscar.
Praia Grande, quinta 23 de outubro de 2025
L.A.Schlei
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