Poemas e Poesias.
Na minha infância tinha
um bonde ... que soltavam
labaredas de fogos.
Pois acima dele - havia um
cabo que continha - várias
faíscas como relâmpagos .
Ele andava muito devagar -
e sempre parava > quando
minhas mãos balançavam.
Os seus trilhos rangiam - pareciam
uma pedra de limar facas > e
seus apitos eram como um sino.
E nas curvas das ruas elevadas -
ele deslisava > como um caminhão em
um atoleiro > e parava.
Na minha infância tinha
um bonde... que soltavam
labaredas de fogos.
Era todo colorido - e seus
bancos de cores : vermelhas
e laranjas > reluziam quando
as noites chegavam.
E em seu interiores > os passageiros
se ajuntavam - e outros ficavam
pendurados ao lado fora.
Na única avenida da cidade
existente > era bem longa :
onde poucos automóveis circulavam.
Pois a maioria dos cidadãos - preferiam
nas calçadas andarem > com seus chapéus
de coco : e sapatos de cores - brancas e
amareladas.
Bem ... então agora vos digo > na minha
infância havia um bonde ... muito lindo -
ao qual eu o apelidava: de carrinho de mão -
onde as faíscas > de fogos os movimentava.
Ademir O Poeta.
Português
English
Español