Escritas

Dívidas da Vida

Teka Castro

Dividas da Vida

In memoriam aos meus pais e sogros

Pai, mãe, é triste para mim, observar que durante vinte poucos anos vocês brigam, assim.
É difícil ainda compreender o porque a existência de ambos juntos.
Vocês discutem por cada assunto. É incabível.
Se torna até impossível.
Mas, no âmago do meu ser, posso eu compreender, às proezas de Deus?
Não!
E, talvez só entenda e com vocês aprenda que estas brigas, são bem antigas,
São dívidas que não foram pagas, E que hoje são divididas.
Pai e Mãe, é duro eu ter que enfrentar calada,
Muitas vezes, sinto-me culpada.
Talvez, se não tivesse eu nascido, nada disso teria acontecido.
Mas, se estou aqui, peço aos dois aos dois, por que agir assim?
Lembremos, juntos, os três, que a maior dor, passou Cristo, 
E nem por isso deixou de nos amar.
Pai, Mãe, a paz nesta carta, quero eu desejar.
Não, não é para lágrima derramar.
São dívidas da Vida, que talvez eu tenha vindo cobrar.
Sei que futuramente, logo, logo, tudo isto, irá se modificar.
Por isto, meu pai, meu pai, minha mãe, quero que minha oração,
Seja para Deus os abençoar.
Poema manuscrito em 26 de novembro de 1995.
Hoje transcrito para esse lindo site.
Teka Mendes Castro
SP 12 10 2025.
Quase 30 anos atrás, esse poema.
Deus abençoe a todos os casais, e que possamos nos compreender uns aos outros.




 

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