Acabou de acabar
O ontem não mais existe e o amanhã é incerto e distante.
No hoje, uma parte já é passado e não mais importa. O que resta além do agora em que existimos, depende de um talvez.
Amei, amo e talvez amarei.
Fui, sou e talvez, serei.
E seguimos plantando certezas que talvez germinem, para que possamos vivê-las ao mesmo tempo que descartamos ilusões, já imprestáveis e carcomidas.
Carregamos nos ombros o peso das responsabilidades que criamos ou assumimos e nossos passos, deixam suas marcas alongadas na poeira da estrada. Sonhamos com o diferente e por vezes, acabamos perdendo o igual que nos serve, desobjetivando o futuro, desviando o caminho, esquecendo os rumos traçados.
Não somos o que pensamos ser e também não somos o que imaginam sermos, pois somos atores neste palco. Somos pensamentos formados pelo meio ao qual nos submetemos e nossa pretensa liberdade está rodeada de grades, cercas e arames farpados.
Felizes pássaros engaiolados ou infelizes pássaros engaiolados que disputam na existência, um lugar no poleiro em que dormem e sonham em se tornarem reis nesta gaiola.
Mas o tempo marca nosso tempo de forma implacável, cruel e finita.
Comentários (2)
Caro Poeta.... O tempo marca nosso tempo que é implacável ... e carregamos em nossos ombros o peso de toda nossa responsabilidades. talvez seja verdade que não somos o que imaginamos ser .... e nem nosso futuro o pode dizer... que nossa alma viaja no tempo , em que nosso corpo nunca pode alcança-la : este é o nosso fim . E realmente um eterno túmulo : que levam todos os nossos saberes , que foram este nosso viver. Abraços em seu terno coração.
Caro Poeta JR Under .... meu eternos agradecimentos por suas tão esclarecedoras opiniões , sobre meu textos de poemas e poesias. Abraços e muitas felicidades.
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