Emigrante
Emigrante não se sente em casa,
Saudades aumentam à medida que o tempo passa.
Ele emigra, não porque deseja,
Mas por sobrevivência; pela vida que almeja.
Vai em busca de um pão mais seguro,
De um amanhã menos duro.
De um futuro onde o filho sorria,
E a esperança não morra todo dia.
Mas o preço é alto, pesa no peito,
É deixar o lar, mesmo sem jeito.
Levar nas mãos o sonho e a dor,
E seguir distante, sem perder o amor.
Sem perder o amor pela pátria,
Sem perder a fé e a esperança,
De ver a nação melhorada, próspera,
Com bom sistema de saúde, educação e segurança.
Pois mesmo longe, o coração não emigra,
Fica preso à terra que o criou.
O emigrante parte, mas não foge;
Ele sonha o que o país ainda não realizou.
E quando voltar, trará consigo a semente,
Do saber vivido, da força presente.
Erguerá com as mãos aquilo que o tempo feriu,
E mostrará que o amor pela pátria nunca se extinguiu.
Porque ser emigrante é ser ponte, não distância,
É levar na alma a dor e a esperança.
É partir para regressar mais forte,
E ajudar a mudar o rumo da sorte.
Por: Sebastião Xirimbimbi
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