Poemas e Poesias.
As ventanias de minha
cidade - me balança -
me sacode contra os troncos de árvores >
que ao anoitecer > se tornam
os cavaleiros - em que me sustento -
da violenta chuva e seus tormentos.
Ao anoitecer > tudo se torna
escorregadio - com imensas poças
de águas > que estão nas ruas
a se formarem . E os cavaleiros
imaginários ... com meus braços -
estou a segura-los em silencio .
E nesta mesma escuridão , em que
meu corpo se encontra... galhos de
árvores estão a voar... voar... levados
pelos fortes ventos - que uivam nos
corredores , formados por prédios e
por muitos automóveis buzinando.
E estas águas levadas > por fortes
caminhos - nos ares do firmamentos >
se levantam como ondas - para em
suas nuvens negras retornarem. Ah.
que alívio destes tremores de meu
corpo > devagar desaparecerem - e
das ruas de minha cidade ... e a todos
aos mesmo tempo > se acalmarem.
Ademir O Poeta.
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