Relógios Que Não Marcam

O tempo não mora nos ponteiros,

mas nos olhos que já viram demais.

Nas cartas guardadas em gavetas,

nos silêncios que ninguém refaz.

 

Memória é um rio sem margens,

corre por dentro, sem direção.

Leva risos, traz saudades,

e às vezes, um coração.
 

Relógios mentem com seus tiques,

o tempo é feito de sentir. 
De um cheiro que volta sem aviso,

de um nome que insiste em surgir
 

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