Poemas e Poesias.
Me importa o quanto
escrevo para mim mesmo -
Parece que nunca saio do
mesmo poema.
Me parece as vezes , que
estou navegando em alto-mar.
Em um barco que estou só : com
os dois remos inertes parados .
Ai penso mais um pouco ... e torno
com meus braços a pegar > estas
duas formas de madeiras - com
cheiros de maresias no cerne das
arvores > colhidas das florestas virgens -
do nosso amazonas .
Me importa o quanto
escrevo para outros : meus
versos lerem - pois sei que
estou atrelado a um barco : que
ao sabor das ondas > está outra
vez : a navegar com felicidade.
Então me sinto forte ao extremo
de sentir > nas minhas mãos ...
as lentas águas que agora estou
novamente sentindo > as alegrias
destes versos em meu coração.
Bem me torno agora - outro -
homem .... com suas lembranças
de um passado - de um presente
constante > nas linhas aqui descritas
em céus de brigadeiro - cheios de
ondas elétricas nos espaços viajantes.
Ademir O Poeta
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