Madrugando
AurelioAquino
o canto do pássaro
entoa a manhã
derramando a vida
nas brechas da memória
nos ombros dos sentidos
o tempo
em sua estadia
arruma os homens
no vão do dia
desejos despertos
afloram a saudade
abraçam-se humanos
e vivem a madrugada
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