Em minhas mãos...
Trago nas mãos, minhas razões.
São tantas empilhadas na minha memória. Representam muito para mim.
Só, para mim.
É provável que não importem a mais ninguém, pois para entender as razões alheias precisaríamos ter vivido a vida de quem as tem.
Tenho nas mãos, minha história.
Vivida e lapidada a cada dia. Como uma corda trançada com fios diversos, mas que formam um mesmo corpo.
Venho tecendo essa corda sem descansar um só minuto. Ao final da vida, não servirá a ninguém, pois todos se preocuparão apenas com o que ela possa ter amarrado e não o quanto custou-me tecê-la.
Seguro nas mãos alegrias e tristezas. Compreensões e incompreensões.
Lembranças que hoje moldam o que sou e no que me transformei.
Seguro nos dedos as saudades que mereci carregar.
Algumas leves como plumas, outras possuem o peso do chumbo. Não consigo deixá-las. Fazem parte de mim, me pertencem.
Tenho em minhas mãos, uma folha de papel em branco e um lápis, tosco e mal apontado, ambos postados sobre uma mesa iluminada com a luz trêmula de uma lâmpada que pende do teto.
Tenho minhas mãos frias. Mãos, que aprenderam, a esperar...
Comentários (1)
Com este escrito poético caro JRUnder... vejo com outros olhos a vida , que sempre estás as nossas mãos. parabéns. felicidades. Ademir.
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