Voos emprestados

As badaladas da Igreja Matriz
São Francisco de Assis 
sempre semeiam o imutável 
que reinicia para a vida. 

Lidar com a franca neblina 
por Rodeio e que habita 
no meu peito jamais desafia,
porque cada canto conheço. 

O tempo não é o problema
porque passo por ele 
e verdadeira é a recíproca,
e vira por método poesia. 

Para onde o mundo caminha 
a minha consciência acompanha,
e o coração nunca se engana
nem mesmo na rota que traça.

Porque das aves sublimes 
do Médio Vale do Itajaí
sobre o Rio Itajaí-Açu na direção 
do amoroso Pico do Montanhão,
os pés pediram o voos emprestados.
 

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