Escritas

BURACO DE MINHOCA [Para Cláudia Souto]

marcioulisses

Em trinta e quatro
Ver-te em branco, no preto
Guiar teus olhos ou tua flecha
Cantar teus cabelos

Respirar tua fala
Sorver teu suor, teu cheiro
Declarar teu verbo
Esquecer as horas, os dias, as décadas

Não acreditar que exista
Felicidade imensa, intensa,
Terna, palpável, consolidada
No espaço-tempo abstrato-futuro

Do sonho-imaginação 
Vivido a dois, paralelas, algoritmos
Profética poesia concreto-romântica
De um mês ou 34 anos