Escritas

Banquete da solidão

Frederico de Castro

Uma alucinante e anárquica solidão flertou cada hora
Que além desgastada, dormita sobre os escombros do
Tempo tão senil, tão envelhecido e quase, quase escarnecido

Numa barafunda de palavras escrevinho meus versos que
Farram numa alquimia de lamentos tão crápulas e desconcertados
Perpassam com afinco os mais espalhafatosos sonhos tão asfixiados

Assim se banqueteia o tempo numa patuscada de uivos e urros escavacados
Alimentam o bacanal de brisas perfumando todas as angústias rechaçadas
E naquele bailado etéreo desnudam uma bulha de gargalhadas ébrias e esfomeadas

Frederico de Castro

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