Tons de azul

Um gato espreguiça-se na janela
e arranca-me um sorriso tímido e inesperado.

Lá fora, a luz refletida sobre o verde do quintal,
absoluta e graciosa, 
diz-me tão-somente de você.

Em silêncio, 
por dentro da perspectiva do verso,
n’um singelo, porém cerimonioso movimento,
delineio sem pressa, os tons de azul no céu, 
assim, sem mais nem porquê...

Montanhas de horizontes dilatam-me a retina,
enquanto meu corpo e meus sentidos,
agora absortos, 
talvez pela amiúde melancolia,
oferendam-se por fim, aos imperativos vãos
do amor e da poesia...

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