Vidas vazias
E no adeus incluíram-se sonhos e realidades.
Partiram-se ao meio as esperanças. Fiquei com as suas e você levou todas as que eu tinha.
Que importa? De nada mais serviriam...
Tive medo de me encontrar com a solidão do entardecer. Sabia que seria minha companheira da noite e minha verdade no amanhecer.
O relógio estava silente. No calendário não existiam dias futuros...
Nossa história transformou-se em um livro, onde ficaram guardadas as recordações e nossas fotos que registraram tantos momentos felizes, agora transformavam-se em simples figuras decorativas que se deixavam ver em cada página folheada.
Um livro de alegres amarguras, que traz o gosto do fel em cada lágrima que corre pela face.
O adeus machuca. O adeus queima. O adeus destrói.
As mãos acenam mas os pés não se movem. As palavras morrem nos lábios. O olhar turvo procura apagar o momento.
E as vidas tornam-se vazias.
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