Escritas

Vidas vazias

A poesia de JRUnder

 

 

E no adeus incluíram-se sonhos e realidades.

Partiram-se ao meio as esperanças. Fiquei com as suas e você levou todas as que eu tinha.

Que importa? De nada mais serviriam...

Tive medo de me encontrar com a solidão do entardecer. Sabia que seria minha companheira da noite e minha verdade no amanhecer.

O relógio estava silente. No calendário não existiam dias futuros...

Nossa história transformou-se em um livro, onde ficaram guardadas as recordações e nossas fotos que registraram tantos momentos felizes, agora  transformavam-se em simples figuras decorativas que se deixavam ver em cada página folheada.

Um livro de alegres amarguras, que traz o gosto do fel em cada lágrima que corre pela face.

O adeus machuca. O adeus queima. O adeus destrói.

As mãos acenam mas os pés não se movem. As palavras morrem nos lábios. O olhar turvo procura apagar o momento.

E as vidas tornam-se vazias.

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