Escritas

Anjos de barro

A poesia de JRUnder

 

Abram suas asas!

Voem, por sobre a humanidade na terra.

É urgente que todos possam vê-los,

É urgente que todos possam crê-los.

É preciso que se pare esta guerra.

 

Urge a verdade, urge o remédio,

Para um mal que carece da cura.

É pura a maldade que fere a inocência,

E nela arroga, a culpa da amargura.

 

Abram as asas e nelas acolham

As ovelhas humanas, desgarradas

Da sociedade infame, vítimas

Da natureza que se faz errada.

 

Anjos de barro, soldados da vida,

Ouçam o clamor desta gente sofrida.

Carentes de fé, esperança e amor

Distantes da vida e de seu criador.