Escritas

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parente22

Um dia também quero seguir.
Ser arrebatado novamente.
Querer sorrir,
Como a gente.
Hoje penso em ti,
E nas memórias onde secretamente vivo.
Os lugares que fomos,
O feliz que fui.
As pazes depois das discussões,
A vontade e alegria imensa de ser teu.
Hoje revejo os erros que cometi.
O que não disse e devia ter dito.
As vezes que podia adicionar um sorriso bom,
As discussões que podia evitar,
Ou pedir te para beijar...
O que sonhei...
Sonhei que te beijava,
Foi quase tão intenso quanto era,
Quando era... real.
Ai as minhas memórias!
As nossas histórias,
Tão vivas, tão reais!
Tão passadas, tão distantes.
Tão doentias,
Irrepetíveis...
Passado...
Porquê...
Porque não deu?
Voltarei a ser feliz assim,
Como ao teu lado fui?
Nunca vais ler o que escrevo.
Nunca vais saber o que sinto.
Nunca vais perceber o tanto que eu quis.
Esse tanto, que desfiz.
Genuína e pura intenção de ser apenas bom.
Que não chegou.
Que não soube,
Porque não fui eu,
Quem te segurou.
Prometo que vou deixar de escrever.
Mas só um dia.
E nesse dia,
E nos seguintes todos,
Serás sempre a maior.
Mesmo que não saibas,
Que ninguém te diga, 
Pois não te trazia nada.
Serás sempre minha amada.
E se este for o último poema que te vou escrever,
E estas as últimas linhas que te dedico,
É porque sarei,
Não significa que te amei.
No passado.
Fecho os olhos e imagino-te aqui.
Quero o teu bem.
Foi o que quis sempre proporcionar.
Coisas fiz que sofri, para ti dar.
Por isso deixa te estar longe.
Sê feliz com outro alguém.
Eu não sou de fiar.

Já te disse hoje que te amo?