Escritas

TEMPO PRESENTE

Paulo Sérgio Rosseto

 

Observava o disco furado
Pulando e repetindo
A mesma frase da melodia

 

A agulha enroscada

Aprofundava a vala no vinil desgastado

Que nem tocava e nem dizia

Coisa com coisa que o valia

 

Mas não me engasgava com aquela ira

E a sinfonia nem perdia o encanto

 

Ainda hoje o prato roda gira roda gira

Regorjeando a mesma rota riscada

Sob o braço da vitrola arredia

 

Tornei-me disco repetitivo

Mas estou vivo e ainda canto

O mesmo mantra a cada dia



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Porto Seguro / Ba, 23/02/2025

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