SUSTOS
Paulo Sérgio Rosseto
Por debaixo da escada a terra estremece
Por cima da água a ponte se meche
A areia rasa agora afunda
A cadeira me escapole da bunda
Me pego rasante voando sem teto
Não mais distingo o longe do perto
O fechado do aberto
Os óculos dos olhos
O dente da dentadura
De falso a verdadeiro tudo me assusta
Sofro tontura
Mas quando me vier a morte
Terei saudades de ser criatura
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Porto Seguro / Ba, 28/02/2025
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