Escritas

Exílio da alma

A poesia de JRUnder

 

Um deserto sem areias, mar sem ondas, céu sem nuvens.

É assim a solidão.

Uma impressão do nada a nos circundar, nenhuma brisa a tocar.

Nada a ouvir, falar ou ver. Nada que possa interessar.

O universo do corpo, o limite das mãos, o vagar dos pensamentos.

Estes viajam por sonhos distantes, procurando vestígios das escritas perdidas no passado, 

Em uma história que termina em páginas vazias de um livro singular abandonado sobre a mesa.

A vida se torna inobjetiva. Os minutos iguais se transformam em dias sem luz e noites sem luar.

A solidão é um espaço vazio, onde agonizam as almas...