Penumbras
Frederico de Castro
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Na penumbra do dia flutua a luz envergonhada e lacónica
Sutura todas as feridas que brotam de uma prece canónica
Num subtil minuto a manhã emborca cada palavra mais icónica
Pelas penumbras da solidão almofada-se um afago truculento
Impelente e propulsor cada eco sedimenta minhas ânsias opulentas
Alimenta a mais nítida e translúcida luminescência quase rabugenta
Impelido por um espalmado silêncio adita-se à solidão um verso perspícuo
Liquefazem-se as palavras que deambulam no leito dos murmúrios profícuos
Passo a passo marcha o tempo deglutido por tão ávidos segundos conspícuos
Frederico de Castro
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