Candelabro
A poesia de JRUnder
1 min min de leitura
Que se tenha por utopia estar amando
Enquanto os braços do sofá limitam os corpos.
Dá-se ao salão o direito ao espanto
Da escuridão mórbida à frágil luz do encanto.
Espreguiça-se no chão o vil tapete,
No silêncio onde crepitam carvões
E imitam o que arde dentro ao peito,
Na loucura onde crepitam corações.
Tinge a lua de luar toda a varanda,
Baila a cortina enquanto canta a brisa
E apaga a luz do candelabro.
Na penumbra se esbarram sussurros,
De um grito ao gentil murmúrio,
Qual prisioneiros em um porão macabro.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.