"Ovos Togados"


Na república das galinhas cegas,
Ovos vestem toga, calam o galinheiro.
Gemas autoritárias, claras opressoras,
Cozinham a justiça em banho-maria de poder.

Cascas rachadas de ética podre,
Escorrem yellow justice no asfalto fervente.
Omeletes de lei se fazem 
Com ovos quebrados e constituições fritas.

Na frigideira do STF,
Ovos mexidos com direitos básicos.
Quem veio primeiro: a galinha ou a corrupção?
O ovo ou a arbitrariedade?

Togas de teflon, nada gruda,
Escorregam acusações como gema líquida.
No galinheiro supremo, cacarejam sentenças,
Botam algemas douradas, chocam prisões.

Ovos Fabergé de um sistema podre,
Brilham por fora, fedem por dentro.
Na panela de pressão da democracia,
Cozinham-se direitos até virarem gosma.

Omelete au pouvoir, prato do dia,
Servido com uma pitada de censura.
No menu da jurisprudência: 
Ovos Benedict Arnold à moda da casa.

Cuidado! Ovos togados à solta,
Caçando galinhas que ousam cantar.
No poleiro da "justiça", só tem lugar
Para aves de rapina vestidas de branco.


 

23 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.