Adeus, Céu azul
Sob o sorriso tardio de um céu azul
Um lamento ecoa,
Onde o sol se esconde atrás de nuvens escuras.
E escassas estrelas testemunham a queda da inocência,
Enquanto o mundo se desfaz em desesperança e indiferença.
Você vê o quanto este mundo é fragil
Para os horrores que a mente humana constrói? Você vê?
Não erga os olhos para o céu, pois lá reside a tristeza,
Um manto de cinzas cobre a alegria, manchando uma doce promessa.
Ela teme as alturas, onde anjos caem em desgraça
Onde crianças inocentes são envolvidas na amarga dança.
A guerra canta ao som de tambores distantes,
A humanidade se perde em suas vãs disputas
Adeus, céu azul
Adeus, sonhos perdidos no vento,
As verdades são vendidas por um momento
Ousando nos fazer acreditar
Se a noite cair, serei sua sombra na escuridão,
Se a aurora fugir, serei sua luz na solidão.
Mas neste mundo de ilusões e mentiras,
A esperança murcha como flores em meio ao frio das miragens.
Adeus, céu azul, adeus, paraíso ilusório
A humanidade se debate em seu próprio funeral.
E a fé se perde nas sombras do purgatório
Nas entrelinhas do destino, onde os deuses se calam.
E assim, sob o véu do céu azul desbotado,
A melodia da tristeza ecoa, um lamento abandonado.
Enquanto os ventos da mudança sopram, frios e impiedosos,
O mundo continua sua dança, rumo ao abismo silencioso.
XXIV
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