Escritas

Ecos

Eduardo da Costa Nkuansambu

Nas sombras do passado, tua luz ainda brilha,
um ponto perdido na escuridão, um fantasma que não cede.
Meu coração, armadura frágil, em mil fragmentos se quebrou,
promessas sussurradas, facas que feriram e deixaram marcas.

Desculpe-me, por não ter sido o homem que você merecia,
um sonhador vagando nas brumas do desejo.
Se as estrelas pudessem se alinhar, num gesto de compaixão,
em outra vida, escolheria você, meu farol na tempestade.

Dançamos entre destinos, enredados em silêncios e medos,
perseguindo o que poderia ser, em lágrimas e segredos.
Quis ser forte o bastante para segurar teu mundo nas mãos,
mas os ventos da mudança trouxeram apenas desilusões.

Talvez o destino guardasse planos que não conseguimos desvendar,
ou as marés do tempo nos arrastaram como grãos de areia.
Mas a cada pulsar do peito, a cada sopro de ar,
nasce o desejo de reescrever nossa história, encontrar um novo jeito de amar.

Aqui estou, fazendo um voto, gravado nas estrelas perdidas,
se eu pudesse voltar, curaria cada ferida.
Em cada vida que se desdobra, em cada subir e cair,
te buscaria nas sombras, sempre disposto a renascer.

Deixe os ventos da sorte soprar, como quiser,
carrego você em mim, como um eterno amanhecer.
Nos sussurros do tempo, nas lágrimas que escorrem,
amarei você através das eras, até que os astros se desfaçam.