Onde Nos Desencontramos
Eduardo da Costa Nkuansambu
Oh, sorte, onde nos perdemos,
Em veredas distantes, trilhas que não se cruzam.
Quantos desgostos e dissabores marcaram meu caminho,
Te procuro incessante, nas sombras, sozinho.
À mercê da labuta, me vejo preso,
Enquanto meus sonhos aguardam, batem à tua porta em desespero.
O sentido da vida, na faina interminável,
Mas onde te escondes, sorte minha, inalcançável?
Nos meandros da existência, tu te ocultas,
Deixas-me a vagar, entre esperanças e lutas.
Oh, sorte esquiva, em que rincão te escondes,
Nas curvas da vida, ou em horizontes longes?
Nos giros do destino, tento desvendar,
Por que me escapas, me obrigas a lutar?
Ainda te busco, com ânimo e dor,
Perdido em tua ausência, anseio por teu calor.
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