PORQUE MORRO EU A CADA DIA SUFOCADO
ERIMAR LOPES
Porque morro eu a cada dia sufocado por mãos invisíveis que diminuem o meu fôlego. A tomada da minha vida está plugada em um ser que furta a minha energia. Nem os raios do sol podem me valer. Vou morrendo sem fôlego nem energia. Elas são sutis, estão em meu pescoço o tempo todo, apertando-me gradativamente. Nada de morte instantânea, mas sim silenciosamente. Até esvair toda a energia. Se me escondo elas estão lá, se fujo me perseguem, no oculto também estão presentes. Se me blindo elas também penetram. Que jogo psicológico, e que pesadelo lógico. Nas correntes do meu ser, nas entranhas do meu respirar, faltam volts, falta ar.
Erimar Lopes.
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