Escritas

O sanfoneiro

AurelioAquino

 

      A Onaldo Queiroga

 

o sanfoneiro

nem pressente

que quando puxa o fole

estica a alma da gente

 

ela sobe no juízo

como um sopro diferente

e se desmancha nos passos

dos vôos todos da gente

 

é como se fora um recado

de todos os ancestrais

escrevendo nesses passos

as palavras de quem jaz

 

é como um grito escondido

nos verbos todos do tudo

construindo os infinitos

que a vida joga no mundo.

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