PERGUNTEI AO MUNDO INTEIRO
— Perguntei ao mundo inteiro,
Por que alguns querem a guerra?
Será o poder que embriaga,
Ou a cobiça que envenena a terra?
— O mundo em seu sussurro,
Respondeu com voz de dor:
"São corações que se perdem,
No labirinto do terror."
— Mas como podem esquecer,
Que o amor é o caminho?
Que a paz é o verdadeiro
Abrigo no desatino?
— "Há quem confunda força
Com a espada que fere,
E esqueça que a verdadeira
Vem do amor que se aufere."
— Então, o que resta ao coração,
Senão a esperança renascer?
Que o mundo se cure,
Que a guerra deixe de florescer?
— "Resta a ti ser a voz
Que planta sementes de paz,
E lembrar ao mundo inteiro
Que o amor jamais se desfaz."
— Assim, seguirei caminhando,
De mãos dadas com a fé,
Pedindo ao mundo que ouça,
A canção que a paz é.
— Perguntei ao mundo inteiro,
Por que alguns querem a guerra?
Será o ódio semeado,
Ou a sombra que assola a terra?
— O mundo então me disse,
Com um suspiro de pesar:
"São aqueles que se perdem,
Sem saber o que é amar."
— Mas como podem ignorar
O clamor do sofrimento?
Por que buscam a destruição,
Em vez de um só momento?
— "Há quem veja na violência
Um caminho para vencer,
Esquecendo que a vitória
É o que o amor pode tecer."
— Então, como desfazer
Esse ciclo tão cruel?
Como abrir os olhos
De quem vê a guerra como um troféu?
— "Sejas tu a luz na escuridão
A voz que clama pela paz,
Mostra que a verdadeira força
É aquela que o amor traz."
— Assim, vou seguir plantando
As sementes da esperança,
Para que um dia o mundo entenda
Que a paz é nossa herança.
Maria Antonieta Matos
Comentários (1)
como faço rectificações em poemas que publiquei? Maria Antonieta Matos
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